sábado, 13 de fevereiro de 2016
vômito I
a poeta vocifera
sangra e chora frente às notícias
quer matar e morrer a cada golpe de realidade que lhe dão
ela não pediu nada disso
mas é o que todo dia lhe chega em embrulho cinza metrópole
preferia falar de amor
dos sonhos e impossíveis no coração guardados
preferia sorrir contemplando os céus:
azuis de nuvens múltiplas
ou os negros de cintilantes estrelas a seduzir amantes
e brincar,
e amar,
e narrar,
e viver
leve
levando
mas todo dia é tiro
soco na cara
abuso e tirania
violência tirando a inspiração
dizendo que a beleza deve esperar
que é urgente responder
pegar em armas
é pela sobrevivência que se conclama os corpos a doarem tempo, força, vitalidade
a luta eterna pela dignidade humana.
ou a poesia caminha junta
sendo arma
ou ela pode esperar
como sempre
e como nunca:
é tempo de guerrear.
(jm)
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