quinta-feira, 1 de setembro de 2016
~ cachalote ~
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de volta ao ventre
de onde ninguém jamais haveria de ter saído
sinto o cheiro de tudo que está fora
o asco me acompanha
embrulhando os minutos da espera
o ser que me abriga mergulha
e me obriga a girar
não há chão seguro
ventre só acolhe na primeira vez
de agora em diante não há mais vida
o impulso é de morte
e o mundo quer é repelir
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jm
*exercício para a oficina de escrita "Soltando a língua" com Marcelino Freire, agosto-16
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