não são retas as ruas por onde vou
não são simples os nós que desfaço
não me adoçam o mel das promessas
minhas noites não são sempre seguras
nenhum abraço me acha
curo a terra que piso
ilumino aquilo que olho
mas não há o que cure
e não há curativo que chegue
pingo vermelho incessante
fertilizando o chão dos caminhos
(jm)
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