na sede do corpo
devorava as letras
beijava ideias
deslizava os olhos vorazes
em cada curva
palavra
dizia conseguir sentir os gostos
pele
gozo
ao degustar as rimas
devagar
exalando amor
excitava-se ainda mais
no rebolado ritmado
a provocante cadência
em cada página proibida
adentrando corpo vivo
que sentia
-e era-
poesia
(jm)
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