sexta-feira, 10 de novembro de 2017

| busca - vida |


busco voraz
o poema que abrace
o poema que afague
o poema que diga
o poema que trague

persigo folha a folha
livro por livro
na estante que por pouco não cai em mim

abro um a um
corro os olhos na tinta preta
que os preenche
e me falta

títulos
vazios
temas
estilos e palavras chave
que nesse enquanto
nada abrem

a sede por decifrar os incontáveis porquês


brilho nesse instante,
tempo, alcance, texto

a dor
a busca
a beleza
e eu

fundidos.

desencontro o poema prévio
mas em páginas inéditas me encontro
viva

o ápice

daquilo que continua

a busca voraz
pelo poema que abrace
pelo poema que afague
pelo poema que diga
pelo poema que trague

se ainda não existe
emprenho-me e nutro
esperando que nasça.


(jm)

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