na mesa larga e cheia
a cena
mais pintada
em todas as memórias
a superfície
dos pratos
e dos semblantes
quase vazios
repetidas fotografias
e falas
o milagre dos bons modos
e dos movimentos previsíveis
coreografados
falar da fome te estragaria o apetite?
do oco invisível
que sustenta a matéria humana
ninguém se pergunta?
fujo do roteiro
desobedeço e boto novas cartas nessa mesa
embrulho teu estômago
pra viagem
e dou pra alguém comer no caminho
(jm)
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